terça-feira, 6 de maio de 2008

Exercício 3 - Entrevista


"Não chega uma câmara de um telemóvel para se ser fotojornalista"


Gonçalo Lobo Pinheiro, fotojornalista
freelancer de 27 anos de idade. Actualmente, é coordenador do blogue “Fotojornalismos” e colabora com o diário desportivo “A Bola”. Em entrevista fala um pouco de fotojornalismo

- Como descreve o fotojornalismo nos dias de hoje?

Não é fácil descrever o fotojornalismo, mas a grosso modo pode dizer-se que continua a ser a actividade que visa informar e esclarecer através da fotografia de assuntos de interesse jornalístico.

Apesar disso, o fotojornalismo, por força da máquina económica, mescla-se cada vez mais com a publicidade.

– Porque escolheu o fotojornalismo?

Acima de tudo por paixão, no entanto, não posso negar que foi o resultado final de duas circunstâncias: a minha licenciatura em Ciências da Comunicação, variante de jornalismo com o facto de fazer fotografia já há alguns anos.

- Porque exerce fotografia de reportagem “por conta própria” e não está nos quadros dum meio de Comunicação Social?

Sou freelancer desde que comecei. Numa primeira fase por opção própria, devido aos estudos, pois ainda me faltava um ano na Universidade.

Mas actualmente ainda me insiro nos freelancers porque o mercado de emprego não está fácil. Não me posso queixar de falta de trabalho pois isso não acontece, e ainda bem, mas criar um vínculo a uma empresa hoje está muito difícil.

- Criou um blog intitulado "Fotojornalismos". Qual a finalidade deste blog?

Este blog foi criado para falar do fotojornalismo em geral, onde eu poderia mostrar o meu fotojornalismo e o dos outros, daí o nome aparecer no plural.

E, com o passar do tempo, verifiquei com agrado que o Fotojornalismos se tornou num espaço de visita assídua por muita gente, nomeadamente muitos camaradas de profissão, que o tomam como seu.

- Com a emergência do digital a profissão de fotojornalista está ameaçada?

O advento da fotografia digital veio trazer à classe muita coisa boa. Hoje temos a fotografia na hora. E informação é isso, é ter a notícia na hora, se possível primeiro que todos os outros.

Quanto à ameaça da profissão, haverá um filtro natural que vai deixando pelo caminho alguns que não têm capacidade de mostrar trabalho com qualidade. E isso nada tem a ver com digital ou analógico.

Apesar de tudo, continuo a acreditar que não chega uma câmara fotográfica de um qualquer telemóvel para se ser um fotojornalista.

Penso que é muito mais que isso. Não posso aceitar que se banalize assim a classe.

O photoshop tem de ser visto como um auxiliar/complemento ao nosso trabalho de campo. Não é aceitável que se publiquem fotos de imprensa que tenham sido manipuladas.

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Alguns sítios na internet úteis:

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